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Source: Revelation by Hazrat Salaheddin Ali Nader Angha |
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O Princípio da Harmonia "Admitimos frequentemente que existe um abismo entre os seres humanos e a verdade universal, entre a matéria e a energia e entre os seres humanos e o Criador. Na verdade, o que aparece como abismo não passa da ausência de harmonia, o que torna impossível o conhecimento da realidade."¹ "O corpo humano encontra-se naturalmente em harmonia e em equilíbrio."¹ mas "as limitações físicas e sociais [impostas ao nosso corpo e espírito] restringem consideravelmente a nossa capacidade de reconhecer a verdade ilimitada."¹ "No seio de tais limitações, não podemos fazer parte desta verdade eterna, porque ela está inacessível aos sentidos e requer um acesso através de um nível mais elevado de consciência."¹ "O que não podemos perceber com os nossos sentidos, temos a tendência de considerar como inexistente."¹ Os nossos sentidos têm "diferentes capacidades, como a aptidão para captar a luz, o som e o odor. No entanto, estas percepções são condicionadas pela natureza dos nossos sentidos. A luz, o som ou o calor são, na verdade, ondas, que são uma forma de energia. As ondas de diferentes tamanhos e intensidades estimulam os diferentes sentidos. Algumas ondas que têm um grande comprimento são vistas como sendo do calor, enquanto que outras, de ondas curtas, são vistas como som, ou como luz. Estas diferentes manifestações da energia precisam da compatibilidade de um sentido em particular, para um comprimento de uma onda em particular. A energia mantém-se inalterável a todos estes sentidos e a todas as percepções, mas, devido às limitações, [que nós carregamos nos ombros], não podemos fazer a experiência sem ser de um modo parcial e sob formas distintas de manifestação."¹ Para restabelecer a harmonia perdida, temos de nos libertar das limitações sensoriais, unir todas as nossas energias e concentrá-las no ponto da fonte original da vida, o "Eu", onde o "ser" se manifesta pela primeira vez sob a forma de matéria. "A concentração das energias e das forças dispersas no centro do coração levam ao equilíbrio e harmonia."¹ "Este esforço de união das energias leva ao acto de deslocar um rochedo que resvalou o flanco de uma montanha para bloquear o caminho. Para o mover, temos de encontrar o seu centro de gravidade e de colocar uma alavanca nesse ponto. A energia da alavanca serve para deslocar o rochedo e desbloquear o caminho."[1] No sufismo, as ferramentas, como o Tamarkoz (concentração e meditação sufista), o Zekr (chamamento do Bem-Amado), e a reza permitem-nos unir e concentrar as nossas energias. Deste modo, podemos encontrar a nossa própria harmonia, aceder à nossa dimensão espiritual perdida e viver uma vida equilibrada.
[1] Nader ANGHA, Theory "I", MTO Publications, Frankfurt (Alemanha), 2006, pp. 132-135.
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